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Reportagem realizada pelo Globo Esporte.com em 23/05/2010
 
 
Honduras vence a Copa do Mundo... de Futebol de Botão no Rio de Janeiro
 
Campeonato possui os mesmos moldes da Copa do Mundo da Fifa. Brasil, Itália e Argentina decepcionam e são eliminados antes das semifinais
 
Por Lívia Torres
Rio de Janeiro
 
Jogar futebol sem suar a camisa é possível. Quem provou isso foi o representante da seleção de Honduras e campeão da Copa do Mundo de Futebol de Botão, Elvis da Costa. Após uma acirrada disputa com a Alemanha nos pênaltis, Honduras levou a melhor e garantiu o primeiro lugar.
 
- Eu treino uma vez por mês, fiquei muito feliz por conseguir ganhar a competição. Minha família foi quem me deu o maior apoio - disse emocionado o vencedor.
 
Honduras vence a I Copa do Mundo de Futebol de Botão (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
 
O campeonato foi disputado nos mesmos moldes da Copa do Mundo de 2010, com as mesmas 32 seleções que vão à África do Sul divididas nos mesmos oito grupos. Além disso, cada participante foi técnico e, ao mesmo tempo, representante de um país. A primeira fase foi uma disputa entre os grupos e logo em seguida o mata-mata. A disputa aconteceu em um shopping na Zona Norte do Rio de Janeiro.
 
Brasil é eliminado logo na primeira fase do Mundial (Foto: Alexandre Durão / Globoesporte.com)
 
Considerada favorita pelo organizador do evento, Ricardo Baruque, a Argentina ficou com o oitavo lugar. Outra favorita, a Itália, não conseguiu passar das oitavas de final. O Brasil também decepcionou. O representante da seleção, André Dentzien, perdeu para a Coreia do Norte, venceu a Costa do Marfim, mas empatou com Portugal. Com esses resultados, o país acabou sendo eliminado logo na primeira fase da competição.
 
- Ser Dunga não é fácil. Tem muita gente boa jogando, eu sabia que correria risco de ser eliminado. O jogo contra a Coreia acabou me tirando da competição - contou André.
 
Sem limite de idade
 
O campeonato provou que para praticar o esporte ninguém precisa estar em forma, e também que não há limite de idade. Veterano, José Carlos Castelar, de 57 anos, defendeu a Austrália e declarou paixão pelo jogo.
 
- Comecei a jogar botão ainda criança. Ser o mais velho dos jogadores é bacana, posso passar alguns conceitos éticos para a garotada - revelou.
 
Já o caçula da competição, José Diogo, de 14 anos, defendeu a bandeira da Coreia do Sul e se diz experiente quando o assunto é o botão.
 
- Pratico o esporte há seis anos. Preferi representar a Coreia, porque achei muita responsabilidade pegar uma seleção maior - afirmou.
 
Zebra da competição
 
Já que o favoritismo de Argentina, Itália e Brasil acabou não se confirmando, a Sérvia, que não era aposta da competição, foi a zebra da disputa e faturou o quarto lugar. A Suíça ficou em terceiro.
 
 
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